SEJURI – Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social

Polícia Penal de Santa Catarina se destaca ao criar modelo eficiente de gestão de vagas através da Central de Regulação de Vagas

Atribuição antes exercida pelo Poder Judiciário passou a ser realizada pela Polícia Penal por meio da Central de Regulação de Vagas, tornando Santa Catarina o primeiro estado do país a adotar o modelo.

Desde março deste ano, a gestão das vagas prisionais em Santa Catarina passou a ser realizada pela Polícia Penal. A atribuição, antes exercida pelo Poder Judiciário, agora é conduzida por meio da Central de Regulação de Vagas (CRV), permitindo mais agilidade na distribuição de presos e no controle da ocupação das unidades prisionais.

A mudança coloca Santa Catarina como o primeiro estado do país a contar com uma estrutura própria da Polícia Penal para gerenciar, em tempo real, a ocupação das unidades prisionais. Na prática, a medida reduz etapas burocráticas, agiliza a tomada de decisões e permite um acompanhamento mais próximo da realidade dos presídios catarinenses.

A Central de Regulação de Vagas funciona como um centro de monitoramento permanente do sistema prisional. Equipes da Polícia Penal acompanham 24 horas por dia a quantidade de vagas disponíveis, a ocupação de cada unidade e o perfil dos custodiados, permitindo definir de forma rápida e técnica para qual unidade cada preso deve ser encaminhado.

Antes da mudança, a gestão das vagas era conduzida pelo Poder Judiciário. Com a criação da Central, esse acompanhamento passou a ser realizado pela própria Polícia Penal, que administra as unidades prisionais e conhece a realidade operacional de cada estabelecimento. Isso permite respostas mais rápidas às demandas diárias do sistema e fornece informações atualizadas para subsidiar as decisões judiciais.

Entre os principais benefícios da mudança estão o melhor aproveitamento das vagas existentes, a redução da superlotação em determinadas unidades, a distribuição mais equilibrada da população carcerária e a maior agilidade nos processos de transferência e movimentação de presos.

A Central também contribui para garantir a correta separação entre presos provisórios e condenados, além de possibilitar que os custodiados sejam encaminhados para unidades compatíveis com seu perfil e com a capacidade operacional de cada estabelecimento penal.

Outro diferencial do modelo catarinense é o funcionamento ininterrupto da Central. Operada exclusivamente por policiais penais, a estrutura mantém monitoramento permanente de todas as unidades prisionais do estado, permitindo respostas rápidas às demandas e maior eficiência na gestão do sistema.

Para a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, a iniciativa fortalece a gestão do sistema prisional e valoriza o trabalho da Polícia Penal.

“Santa Catarina mais uma vez larga na frente ao investir em uma estrutura própria para a Central de Regulação de Vagas. A Polícia Penal conhece a realidade das unidades prisionais e tem condições de atuar com rapidez, precisão e responsabilidade na gestão das vagas. Essa integração fortalece a execução penal, melhora a organização do sistema e garante mais eficiência para o Estado”, destaca.

A Central de Regulação de Vagas também terá papel importante na administração das mais de 9 mil novas vagas prisionais previstas pelo Governo do Estado. Com acompanhamento permanente da ocupação das unidades, a ferramenta permitirá que a expansão do sistema prisional ocorra de forma planejada, organizada e alinhada às necessidades de cada região.

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