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Os internos da Penitenciária de Itajaí estão participando de um programa diferente em suas rotinas. Trata-se do projeto “ReabilitaCÃO”, uma iniciativa da unidade com apoio do Poder Judiciário Estadual e da Justiça Federal que abriga e trata de cães vítimas de maus tratos em uma área dentro do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. O objetivo é oferecer a oportunidade aos internos de criar empatia e ensinar práticas de cuidados de animais resgatados, além de preparar os cães para torná-los passíveis para adoção.

Além do espaço destinado ao tratamento dos cães, os reeducandos também tiveram acesso a um curso de auxiliar de veterinário, com técnicas de banho e tosa, no dia 10 de fevereiro. Ao todo, dez internos do regime semi-aberto estão participando do tratamento com os cães. Eles foram escolhidos por meio da formação de uma equipe multidisciplinar no início da elaboração do projeto, que inclui psicólogos destinados a acompanhar a evolução dos apenados. Um dos fatores determinantes na escolha foi a preferência por internos que vivenciavam quadros de depressão.

O espaço destinado ao ReabilitaCÃO tem capacidade para abrigar 10 animais, que são castrados, vacinados e recebem tratamento veterinário antes de irem para o local na Penitenciária. Os animais são adotados por meio das parcerias com ONGs de Itajaí, que realizam feiras de adoção.

“A ideia do ReabilitaCÃO nasceu na busca por novos métodos de ressocialização dos apenados. A cinoterapia (nome dado à terapia com cães) os ajuda a saírem daqui reabilitados” conta a gerente de execução penal da penitenciária e coordenadora do projeto Bruna Longen.

A iniciativa tem apoio do Poder Judiciário de Santa Catarina e recebeu verbas da Justiça Federal. "O projeto é inovador e encantador pois proporciona inúmeros benefícios ao apenado através da interação entre o homem e o cão, desenvolvendo autoestima, confiança e reconhecimento de suas emoções, e estimulando a socialização ao proporcionar a reinserção no mercado de trabalho", conta a juíza titular da Vara de Execuções da comarca de Itajaí, Cláudia Ribas Marinho.

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O Serviço Social do Presídio Regional de Blumenau e o Conselho da Comunidade estão realizando uma série de rodas de conversas no PRB para os visitantes cadastrados na unidade. As conversas duram cerca de 30 minutos, tempo de espera para a organização das revistas dos visitantes via escâner corporal. Até a próxima quinta-feira (12) o foco do debate será como dar limites aos filhos, mediado por Antônio Fernando das Neves Filho. 

Nos dias 13, 14 e 17 de abril, o palestrante Tarcísio Wickert fala sobre o sentido da vida e a importância de se respeitar as regras sociais. O mundo do trabalho é tema que será apresentando nos dias 18,19,20 e 22 por um representante da Furb.

De acordo com a Assistente Social Silvana Braz Wegrzynovski, o retorno das famílias é muito positivo. “É um espaço de informação e conhecimento, mas também de esclarecimento sobre os procedimentos da unidade” conta Silvana destacando que os debates sempre são mediados por pessoas ligadas ao Conselho da Comunidade ou convidados especiais.  

As rodas de conversas começaram no passado e entre os temas que já foram debatidos estão violência doméstica, direitos dos visitantes, problemas gerados pela tentativa de entrar na unidade com ilícitos, dentre outros assuntos que contemplam autoajuda e reflexão.

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A Revista Brasileira de Execução Penal, publicação oficial do Departamento Penitenciário Nacional, possui conteúdo exclusivo sobre o sistema prisional catarinense. Trata-se do artigo “Fundo Rotativo do Sistema Prisional do Estado de Santa Catarina: case regional Chapecó”, que fala da experiência da região com o modelo do fundo rotativo penitenciário, ferramenta que tem como objetivo a descentralização e autossuficiência das unidades prisionais catarinenses. 

O artigo foi produzido pela Controladora Interna do Complexo Penitenciário de Chapecó Kellyn Regina Lazarotto, pelo Assessor Jurídico do Complexo, Dirceu Rodrigues da Silva, e pelo Diretor da Regional Oeste do Deap, Alecsandro Zani.

“O Fundo Rotativo, além de valorizar o trabalho dos internos nas unidades, é uma possibilidade para fazer com que os Presídios e Penitenciárias sejam autossuficientes. Apresentar isso em uma publicação oficial de renome e circulação é uma forma de espalharmos a ideia, que tem contribuído muito para a qualidade do sistema prisional catarinense.” conta Alecsandro Zani.

Para conferir o artigo na íntegra, basta clicar aqui.

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Ocorreu na tarde desta quinta-feira (20) uma reunião da equipe multidisciplinar que trabalha consciência e conduta no Presídio Feminino de Chapecó. O grupo, denominado “Orientação e Convivência Harmônica sem o uso de Psicotrópicos” esclarece dúvidas e discute condutas dentro da unidade. Na reunião, participam as internas e o setor penal, com agentes penitenciários de áreas distintas

“O grupo tem como objetivo transformar o dia-a-dia na unidade mais harmônico, tanto para as internas quanto para os agentes. Nesse sentido, estamos tendo bons resultados.” relata a gerente do Presídio Feminino de Chapecó, Simone da Silva Moura.

Dentre os temas discutidos na reunião, ressaltou-se a importância do bom comportamento e do respeito para um bom convívio.